O primeiro filme de ficção científica que vi na vida foi “A Invasão dos Discos Voadores”. Ainda freqüentava o jardim de infância, posso afirmar com convicção! Isso porque me traumatizou indelevelmente, busquei meu pai chorando com medo do filme. Meu pai me tranqüilizava, dizendo que não existia gente de outro planeta, mas não acreditei nele, não! Lembro de ter tido pesadelos. A partir daí cultivei uma fascinação irresistível por ficção científica, mas também uma fobia aterradora por seres extraterrestres. Minha fascinação acabou vencendo a fobia, e comprei um DVD do filme. O efeito especial em stop-motion é maneiro, o mesmo usado em King Kong , Fúria de Titãs e As Novas Aventuras de Simbad. Me lembrava só vagamente de algumas cenas, o interior dos discos, o corpo de um invasor, o ataque a Washington... fazia mais de trinta anos que não via o filme. Vendo agora me pareceu meia estúpida a idéia de que nós, terrestres, conseguiríamos derrotar invasores avançados capazes até de controlar as atividades solares! Um cientista inventou um aparelho capaz de anular o efeito antigravitacional que permitia aos discos voarem. Fizeram então vários destes aparelhos que foram colocados sobre a caçamba de caminhões pra lá de furrecos, e eles conseguiram perseguir e derrubar discos que viajavam pelo espaço interestelar! Afinal, não era nada assustador, achei até graça! Podia dormir sossegado, superara minha fobia. Mas não é que naquela noite eu acordei aterrorizado com um pesadelo envolvendo seres extraterrestres?! Não importa a nossa idade, o quanto vivemos e ficamos maduros. Carregamos a nossa infância lá dentro, no fundo da nossa alma...
25.2.08
A INVASÃO DOS DISCOS VOADORES!!!!!!!!!!
O primeiro filme de ficção científica que vi na vida foi “A Invasão dos Discos Voadores”. Ainda freqüentava o jardim de infância, posso afirmar com convicção! Isso porque me traumatizou indelevelmente, busquei meu pai chorando com medo do filme. Meu pai me tranqüilizava, dizendo que não existia gente de outro planeta, mas não acreditei nele, não! Lembro de ter tido pesadelos. A partir daí cultivei uma fascinação irresistível por ficção científica, mas também uma fobia aterradora por seres extraterrestres. Minha fascinação acabou vencendo a fobia, e comprei um DVD do filme. O efeito especial em stop-motion é maneiro, o mesmo usado em King Kong , Fúria de Titãs e As Novas Aventuras de Simbad. Me lembrava só vagamente de algumas cenas, o interior dos discos, o corpo de um invasor, o ataque a Washington... fazia mais de trinta anos que não via o filme. Vendo agora me pareceu meia estúpida a idéia de que nós, terrestres, conseguiríamos derrotar invasores avançados capazes até de controlar as atividades solares! Um cientista inventou um aparelho capaz de anular o efeito antigravitacional que permitia aos discos voarem. Fizeram então vários destes aparelhos que foram colocados sobre a caçamba de caminhões pra lá de furrecos, e eles conseguiram perseguir e derrubar discos que viajavam pelo espaço interestelar! Afinal, não era nada assustador, achei até graça! Podia dormir sossegado, superara minha fobia. Mas não é que naquela noite eu acordei aterrorizado com um pesadelo envolvendo seres extraterrestres?! Não importa a nossa idade, o quanto vivemos e ficamos maduros. Carregamos a nossa infância lá dentro, no fundo da nossa alma...
23.1.08
O CARNAVAL DA BICHARADA...
Festa na floresta! Isso porque é carnaval, motivo de alegria, brincadeiras e... romance! Vejam AQUI o que ocorreu em mais uma edição do baile mais quente que rolou no Clube dos Jacarés...
4.1.08
5.12.07
CADÊ A LIBERDADE DE IMPRENSA QUE TAVA AQUI?
Recentemente o Jornal do Comércio, de Porto Alegre, demitiu Santiago, Kayser e Moa, três chargistas, por não seguirem sua linha editorial. Era comum alguma charge deles ser censurada, pois o jornal restringia temas ou personagens que podiam ser retratados. A gota d’água para suas demissões foi o tema dos lucros excessivos dos bancos (ich)!!!!!! A tal liberdade de imprensa não é praticada dentro dos veículos de comunicação faz tempo, há anos li um texto indignado do Angeli contando que uma tira sua dos Skrotinhos foi censurada pela Folha de São Paulo, se não me engano, porque usava uma palavra como merda, ou bunda, uma coisa assim. Um motivo até muito mais pueril do que os casos do Jornal do Comércio, mas não menos esdrúxulo! Na época, isso me fez imaginar se era possível que outras tiras pudessem ter sofrido censura, um Recruta Zero, ou Calvin, mas a não ser que os autores botassem a boca no trombone, nunca saberíamos. Imaginando o que poderia ferir as sensibilidades na época, fiz uma série de tiras que não foram censuradas e saíram na Mad 92, de abril de 1993. Confiram aqui!!!!!
27.11.07
SE ME ANIMAR MAIS, EU EXPLODO!!!!!!
Acabei de voltar de férias em Porto Seguro, um lugar com um clima maravilhoso, praias de areias limpas e mar de cor azul deslumbrante, ótima temperatura e ondas pequenas, convidando sempre para o banho. Muita história para contar em cada vilarejo, cada construção antiga, cada monumento e em áreas indígenas pertencentes aos Pataxós. Baseado nisso, uma coisa relativa à viagem me deixou perplexo e atrapalhado: precisavam mesmo me animar?! Cada passeio, cada ponto turístico, cada bar e restaurante, e mesmo no hotel em que me hospedei, havia sempre um sujeito ou uma sujeita, podia ser guia, piloto de embarcação, dançarina de axé, professor de hidroginástica, até vendedor de picolé, animando todo mundo! Infalivelmente começavam com um “bom dia!”, estilo Carequinha. Quando éramos crianças, nos esgoelávamos mais e mais ao responder. Hoje eu sei que a sinceridade de um “bom dia!” não depende da altura da voz, mas enfim... E depois, dá-lhe piadas e brincadeiras, que de tão ensaiadas e repetidas, perderam a naturalidade e a graça. Até que ia levando isso numa boa, apenas estavam fazendo o que foram treinados a fazer. O que bulia com meu humor era a trilha sonora! Dia após dia, em todo lugar, em qualquer hora e circunstância, tome axé music, pagode ou lambada! Às vezes um funk. Eu, que amo os Beatles e Rolling Stones, cool jazz, Jobim, Chico e Caetano, nunca teria essa presunção de achar que meu gosto é tão bom que todo mundo devia compartilhar dele, o tempo todo. Graças a isso, tô legal com estes tipos de músicas, em especial as de letras que rimam coração com paixão, ilusão, emoção, traição, atenção, canção, e outros ãos... Antes de botarem alguma coisa assim para eu ouvir, matem-me, por favor!
14.11.07
FRAZÃO E O TEMA DA VITÓRIA!
O que inspira um compositor a fazer uma música-tema que fica nos nossos corações e mentes associando-se à um grande campeão de automobilismo? No caso do saudoso Frazão Alencastro de Barros...
23.10.07
9.10.07
O DIA-A-DIA DO CIRCO GARCIA!
Ah! Cartuns circenses! Além do trabalho no circo, com a rotina de ensaios, sujeitos às eventuais falhas durante as performances, aos relacionamentos entre os diferentes funcionários, os artistas também precisariam encarar as tarefas diarias comuns como qualquer outro trabalhador. Imaginava a mulher barbada no cabelereiro, o palhaço consultando um médico, o faquir fazendo compras no supermercado, o engolidor de espadas numa churrascaria... Confiram aqui uma série de tiras que fiz usando este mote, que deixaram sua marca na revista Mad durante alguns anos...
25.9.07
CRUZES! O UNIVERSO PARALELO EXISTE!
Quando eu era guri, havia o conceito nos gibis de super-heróis de que existiam outras Terras idênticas à nossa, ocupando o mesmo espaço, separadas apenas por outras dimensões. Aliás, não eram tão idênticas assim, viam-se algumas diferenças, como geografias diferentes (cidades, países), culturas, heróis e vilões, etc. Sabia-se das “Terras paralelas” graças aos poderes que alguns heróis tinham de abrir passagens e transitar entre elas! Achava que se tratava de ficção. Mas agora, depois de burro-velho, descobri que é verdade! O portal para acesso a uma Terra paralela é... o Orkut! Através do Orkut, pude vislumbrar um outro mundo, onde, por exemplo, um sujeito comprou um apartamento de frente para o mar... em Goiás! Onde o Coliseu foi construído em Atenas! O estádio Santiago Bernabeu, do Real Madri, fica em Barcelona! E mais: há um sujeito chamado Tom Cruz idêntico ao Tom Cruise da nossa Terra, um tal Maicon igual ao Michael Jackson antes de embranquecer! Um Cazuza alternativo, que fez parte do conjunto Barro Vermelho. Rolam desastres naturais exóticos, como thiçuname(?)! As modelos sonham em pousar para uma tal Praybloy. Até a língua é diferente! À primeira vista parece português, mas não! As palavras “eu” e “você” são verbos. E verbos como empenotizar, umiliar, abobinar, essitar, arassar são conjugados. Mais ainda: quartetos de três, trios de cinco...! Querem compartilhar a perplexidade que experimentei? Cliquem e vejam aqui, o universo jamais será o mesmo para vocês também!
13.9.07
Ô PÁ! ORA, POIS...!
Dia desses, estava batendo papo com um pessoal amigo meu. Papo vai, papo vem, veio assunto sobre traduções de títulos de filmes feitas pelos portugueses. Não, não caímos na esparrela de contar piadas de português! O assunto era sério, mas não sei qual a razão, a gente acaba achando a maior graça! Não sei mesmo, conheço muitos portugueses, e, pessoalmente, não me parecem serem mais engraçados que nós, os brasileiros... Mas enfim, demos boas gargalhadas só por lembrarmos de algumas traduções de filmes famosos, como Vertigo, do Hitchcock, que virou em Portugal “A Mulher que Morreu Duas Vezes”, e tal... Conto isso, porque dei lá minha contribuiçãozinha em cartuns para o preconceito sobre a “graça” dos nossos patrícios! Em 1991 bolei uma série de tiras cujo mote era sobre a possibilidade dos autores de quadrinhos serem portugueses, publicada na Mad 78, e que foram desenhadas pelo grande Vilmar Rodrigues! E já neste século, por ocasião da Copa de 2006, bolei e desenhei um cartum imaginando o que aconteceria se Portugal chegasse a disputar a final num jogo contra o Brasil. Confiram as tiras e o cartum aqui! E saudações luzitanas!
5.9.07
ENQUANTO ISSO, NO SALÃO DE PIRACICABA...
Revoltante!!!!! São as tiras que enviei para o 34° Salão de Humor de Piracicaba, selecionadas para exposição de lá até 14 de outubro de 2007. Confira aqui o baixo nível de exigência dos caras de lá, aceitando assim tiras de um humor que explora deficiências físicas, doenças degenerativas, problemas psicológicos e preconceitos...
10.7.07
Viva a Gordura! Episódio final!!!!!!!
Viva a Gordura! virou uma seção fixa na ECA! Magazine, cujos três primeiros números sairam encartados com as três últimas revistas Mad (números 44, 45 e 46). A partir do quarto número, a ECA! seria vendida nas bancas, e as aventuras de Jô Gordo passariam a ocupar uma página inteira. Infelizmente a ECA! não foi para frente, mais ainda sim fiz a página que seria publicada. É a estréia do "Gorduroso", o cachorro do nosso adiposo herói. Mas vejam aqui esta que é a sua última aventura! Será então o fim da série?! Retornará Jô Gordo do fundo obscuro de uma churrascaria rodízio?! Além de Gorduroso, iria nosso herói adotar outros animais de estimação?! Seriam devorados durante uma crise de abstinência, fruto de algum insensato regime?! Ó dúvida cruel! O que fazer para o jantar?! Não sei...
29.6.07
O MEU NOME É BARBOSA!!!!!!!
Poderá um nerd como o nosso Barbosinha aqui conseguir entrar para os anais da curiosidade científica? Ó céus! Vejam aqui mais uma aventura em que nosso herói envolve seus amiguinhos sem medir as conseqüências...
25.6.07
PULIÇA PARA QUEM PRICISA...!
Esta é a minha homenagem a nossa valorosa força policial, que com tanta presteza serve incansavelmente a nossa população tão carente de segurança no seu violento dia-a-dia! Aqui os cartuns baseados no preparo dos policiais observados por mim e pelas ações descritas pelos órgãos de imprensa...
8.6.07
CONTRA O AMOR NADA PODE? E O EGO?
Alguém aí já tentou manter uma relação com pessoas que ostentam um ego enorme? Não? Garanto que ninguém agüenta, querem ver um caso verídico? Cliquem aqui! Depois me digam...
30.5.07
Mais do Jô Gordo...
Viva a Gordura acabou por dar uma evoluida: passou de tiras publicadas na revista Mad para o formato de meia página, publicada nos três primeiros números da revista Eca!, encartadas junto com as Mad 44, 45 e 46, seu número final publicado pela editora Mythos. Sei lá se a Mad voltará a ser publicada no Brasil, mas não vem ao caso agora. Clique aqui (recomendo que mantenha o bloqueador de popups ativado, mas caso não tenha, não tem problema) para visualisar a última tira que fiz do Jô Gordo, e as três historinhas que fiz para Eca! Magazine...
21.12.06
REMIX!
Ah, nada como um dia após o outro (sempre com uma noite no meio) para que adquiramos novas virtudes ou defeitos. Vejam só: em alguns cartuns que eu fiz no século passado não tive a paciência de desenhar, além dos personagens, o entorno, o ambiente em que eles estavam. Até hoje eu olho para eles e sinto falta disso, dizia para mim mesmo que precisava corrigir essa falha, acho que mais por pressa do que por preguiça (ainda sou um sujeito muito preguiçoso, vejam por exemplo a freqüência com que posto aqui neste blog!)... Então aqui estão dois exemplos de cartuns que fiz que foram publicados, e que agora eu adicionei ambientes para que eles fiquem como eu gostaria que tivessem ficado na época!
16.9.06
1.2.06
Viva a Gordura!
Há um tempo resolvi criar um novo pseudônimo: Jô Gordo. Pseudônimos são tão personagens como personagens que desenhamos e escrevemos. Então quem é o Jô Gordo, autor das tiras Viva a Gordura? É um sujeito com problemas de peso, mas tem orgulho disto! Não consegue viver impassível nestes tempos do politicamente correto, as pessoas que o rodeiam vivem a recrimina-lo ou ridiculariza-lo por ser gordo e ter um estilo de vida pouco saudável. Então resolve descarregar sua revolta desenhando tiras em quadrinhos em que o personagem central (seu alter ego) vive a receber injúrias contra seu estado obeso, que cultiva com prazer. Por isso sempre reage contra as injúrias, saindo sempre por cima nas várias situações. Assim, Jô Gordo descarrega suas frustrações de, por ser uma pessoa tímida, não ser capaz de reagir na vida real como seu personagem reage nas tiras de quadrinhos! Clique aqui para poder conferir algumas tiras feitas pelo nosso herói!13.1.06
Os Perus no Espaço!!!!!!!
Extra! Eis o primeiro episódio da saga dos mais intrépidos exploradores espaciais de toda e qualquer granja! Alienígenas visitam a Terra, abduzindo e fazendo experiências avaliando as possibilidades de evolução a partir de modificações genéticas de várias espécies nativas... Bom! Clicando sobre a página ao lado, a historinha aparecerá ampliada!
12.1.06
Guerra nos Confins!
3.1.06
Charlie Parker foi o maior astro do estilo de ritmos quebrados e melodias desentoadas da história do jazz: o bebop! Era tão idolatrado, que fãs imitavam seu estilo de vida auto-destrutivo, mergulhado em heroína, acreditando que assim conseguiriam tocar como ele. Morreu pelo vício aos apenas 34 anos de idade (o médico legista especulou que teria mais de 50 anos, por causa da aparência de seu corpo). Mas o que me interessa aqui não é a tragédia da sua vida. Por exemplo, dizia-se que Bird, seu apelido, lhe foi dado por causa da maneira que tocava, que podia voar através da decomposição das músicas por múltiplas notas. Bom, conheço outra história. Na sua época, os músicos faziam turnês atravessando o país de trem ou de carro. Durante uma viagem, o carro em que Parker viajava atropelou umas galinhas. Aparentando uma espécie de consternação, Charlie mandou o motorista parar e voltar com o carro ao local onde ocorrera o atropelamento. Para surpresa dos outros passageiros, ele saltou do carro, apanhou as galinhas, e voltou falando para prosseguirem viagem. Chegando a hospedagem, e carregando as aves, procurou uma cozinheira e mandou prepara-las para a janta. Não é que Parker comeu-as sozinho? A partir daí, seus colegas passaram a chama-lo de Yardbird (algo como ave de quintal, como galinha, pato ou peru). Com o tempo, abreviaram para Bird...
Outra boa ocorrida durante uma viagem (desta vez, nada a ver com seu apelido): estavam passando por áreas rurais, cheias de fazendas, quando alguém comentou casualmente que lera um artigo afirmando que o gado apreciava música. Charlie Parker ordenou subitamente que parassem o carro em que viajavam, saltando uma cerca empunhando seu saxofone. Para espanto de seus companheiros, tocou durante vários minutos diante uma vaca atônita! Ah, os gênios! Acho que são mais humanos que a gente.
23.12.05
No post anterior havia dito que nunca recebi nenhum prêmio em salões de humor. Minto! Ou melhor, menti porque a memória me traiu. Mas recentemente vasculhava minha papelada (fico espantado comigo mesmo com a quantidade e antiguidade de rabiscos e anotações que guardo!) e encontrei esboços de um velho cartum que bolara. Lembrei-me, então, que há mais de dez anos, usei-o para me inscrever num tal “Concurso Nacional de Tiras” (não se tratava de um “salão de humor”). Feito por um sindicato de sei-lá-de-quê-de-ilustradores. Cheirava picaretagem... Não seriam expostos os trabalhos premiados, deveria ser paga uma taxa, um valor X, em selos para inscrição (algo que nunca vi nem antes nem depois), só poderia enviar UMA tira, e cinco entre os concorrentes seriam premiados! O prêmio? Era surpresa! Pois resolvi bancar o trouxa, e fiz a piada em forma de tira, comprei o tal valor em selos, e enviei tudo, selos e tira, para o endereço indicado... Inesperadamente para minha alma de vira-lata, recebi depois de algum tempo uma carta do tal sindicato me avisando que tirara o segundo lugar! Uau! O prêmio? Me tornei o feliz proprietário da assinatura de seis meses da... revista do sindicato! Hm... Acho que não os chocarei contando que até hoje não recebi nenhum exemplar da dita cuja. E que nunca recebi de volta a tira original. Mas, voilá! Resolvi, baseado nos esboços, redesenhar o cartum vice-campeão, sobre o encontro anual dos homens invisíveis, não como tira, mas como bolara originalmente, em preto e branco, nu e cru! E postei-o aqui. Clicando em cima dele, será ampliado. Não é meigo?
6.12.05
Sempre considerei que produzir cartuns era sofrimento. Não sei se me entendem, mas eu não como que psicografo meus cartuns, há que se bolar, rebolar e rabiscar idéias e mais idéias, às vezes por horas, por dias até, sem obter sequer um resultado que me agrade... Quando acreditava que tinha alguma coisa, uma boa idéia, não era ainda assim o bastante. Precisava submeter ao Ota para que ele as aprovasse, e, enfim, eu desenhava as artes finais e eram publicadas na Mad. Mas e as outras que eu considerara boas, não eram de fato? Algumas eu ousei enviar a alguns salões de humor espalhados por aí, não custava nada, já tinha tido o trabalho de produzi-las e tal... Não sou exatamente uma pessoa que se possa considerar confiante, sou inseguro quanto ao meu trabalho, ainda por cima quando mostro a outras pessoas e elas não gostam. Mas não é que tive alguns desses trabalhos recusados que foram selecionados para alguns salões? Claro, nunca ganhei nenhum prêmio, nem mesmo uma mençãozinha honrosa, foram apenas agradáveis surpresas! Por exemplo, esta aqui que entrou na exposição da Primeira Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro, nem me lembro em qual ano:

Os originais nunca me devolveram, mas a idéia continuou fresca na minha mente claudicante e pude redesenha-la. Mas outras piadas, miseravelmente, não foram aproveitadas em outros salões! Ó vida! Ó dia! Ó azar! Ó dúvida cruel! O que fazer para o jantar?
28.11.05
Assinar:
Postagens (Atom)






