1.2.06

Viva a Gordura!

Há um tempo resolvi criar um novo pseudônimo: Jô Gordo. Pseudônimos são tão personagens como personagens que desenhamos e escrevemos. Então quem é o Jô Gordo, autor das tiras Viva a Gordura? É um sujeito com problemas de peso, mas tem orgulho disto! Não consegue viver impassível nestes tempos do politicamente correto, as pessoas que o rodeiam vivem a recrimina-lo ou ridiculariza-lo por ser gordo e ter um estilo de vida pouco saudável. Então resolve descarregar sua revolta desenhando tiras em quadrinhos em que o personagem central (seu alter ego) vive a receber injúrias contra seu estado obeso, que cultiva com prazer. Por isso sempre reage contra as injúrias, saindo sempre por cima nas várias situações. Assim, Jô Gordo descarrega suas frustrações de, por ser uma pessoa tímida, não ser capaz de reagir na vida real como seu personagem reage nas tiras de quadrinhos! Clique aqui para poder conferir algumas tiras feitas pelo nosso herói!

13.1.06

Os Perus no Espaço!!!!!!!

Extra! Eis o primeiro episódio da saga dos mais intrépidos exploradores espaciais de toda e qualquer granja! Alienígenas visitam a Terra, abduzindo e fazendo experiências avaliando as possibilidades de evolução a partir de modificações genéticas de várias espécies nativas... Bom! Clicando sobre a página ao lado, a historinha aparecerá ampliada!

12.1.06

Guerra nos Confins!

Sensacional! A segunda aventura dos perus interestelares, em busca de novas formas de vida, de novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum peru jamais esteve!
*Atenção, petizada! Clicando sobre a página ao lado aparecerá a história ampliada com links para cada página!

3.1.06

Charlie Parker foi o maior astro do estilo de ritmos quebrados e melodias desentoadas da história do jazz: o bebop! Era tão idolatrado, que fãs imitavam seu estilo de vida auto-destrutivo, mergulhado em heroína, acreditando que assim conseguiriam tocar como ele. Morreu pelo vício aos apenas 34 anos de idade (o médico legista especulou que teria mais de 50 anos, por causa da aparência de seu corpo). Mas o que me interessa aqui não é a tragédia da sua vida. Por exemplo, dizia-se que Bird, seu apelido, lhe foi dado por causa da maneira que tocava, que podia voar através da decomposição das músicas por múltiplas notas. Bom, conheço outra história. Na sua época, os músicos faziam turnês atravessando o país de trem ou de carro. Durante uma viagem, o carro em que Parker viajava atropelou umas galinhas. Aparentando uma espécie de consternação, Charlie mandou o motorista parar e voltar com o carro ao local onde ocorrera o atropelamento. Para surpresa dos outros passageiros, ele saltou do carro, apanhou as galinhas, e voltou falando para prosseguirem viagem. Chegando a hospedagem, e carregando as aves, procurou uma cozinheira e mandou prepara-las para a janta. Não é que Parker comeu-as sozinho? A partir daí, seus colegas passaram a chama-lo de Yardbird (algo como ave de quintal, como galinha, pato ou peru). Com o tempo, abreviaram para Bird... Outra boa ocorrida durante uma viagem (desta vez, nada a ver com seu apelido): estavam passando por áreas rurais, cheias de fazendas, quando alguém comentou casualmente que lera um artigo afirmando que o gado apreciava música. Charlie Parker ordenou subitamente que parassem o carro em que viajavam, saltando uma cerca empunhando seu saxofone. Para espanto de seus companheiros, tocou durante vários minutos diante uma vaca atônita! Ah, os gênios! Acho que são mais humanos que a gente.

23.12.05

No post anterior havia dito que nunca recebi nenhum prêmio em salões de humor. Minto! Ou melhor, menti porque a memória me traiu. Mas recentemente vasculhava minha papelada (fico espantado comigo mesmo com a quantidade e antiguidade de rabiscos e anotações que guardo!) e encontrei esboços de um velho cartum que bolara. Lembrei-me, então, que há mais de dez anos, usei-o para me inscrever num tal “Concurso Nacional de Tiras” (não se tratava de um “salão de humor”). Feito por um sindicato de sei-lá-de-quê-de-ilustradores. Cheirava picaretagem... Não seriam expostos os trabalhos premiados, deveria ser paga uma taxa, um valor X, em selos para inscrição (algo que nunca vi nem antes nem depois), só poderia enviar UMA tira, e cinco entre os concorrentes seriam premiados! O prêmio? Era surpresa! Pois resolvi bancar o trouxa, e fiz a piada em forma de tira, comprei o tal valor em selos, e enviei tudo, selos e tira, para o endereço indicado... Inesperadamente para minha alma de vira-lata, recebi depois de algum tempo uma carta do tal sindicato me avisando que tirara o segundo lugar! Uau! O prêmio? Me tornei o feliz proprietário da assinatura de seis meses da... revista do sindicato! Hm... Acho que não os chocarei contando que até hoje não recebi nenhum exemplar da dita cuja. E que nunca recebi de volta a tira original. Mas, voilá! Resolvi, baseado nos esboços, redesenhar o cartum vice-campeão, sobre o encontro anual dos homens invisíveis, não como tira, mas como bolara originalmente, em preto e branco, nu e cru! E postei-o aqui. Clicando em cima dele, será ampliado. Não é meigo?

6.12.05

Sempre considerei que produzir cartuns era sofrimento. Não sei se me entendem, mas eu não como que psicografo meus cartuns, há que se bolar, rebolar e rabiscar idéias e mais idéias, às vezes por horas, por dias até, sem obter sequer um resultado que me agrade... Quando acreditava que tinha alguma coisa, uma boa idéia, não era ainda assim o bastante. Precisava submeter ao Ota para que ele as aprovasse, e, enfim, eu desenhava as artes finais e eram publicadas na Mad. Mas e as outras que eu considerara boas, não eram de fato? Algumas eu ousei enviar a alguns salões de humor espalhados por aí, não custava nada, já tinha tido o trabalho de produzi-las e tal... Não sou exatamente uma pessoa que se possa considerar confiante, sou inseguro quanto ao meu trabalho, ainda por cima quando mostro a outras pessoas e elas não gostam. Mas não é que tive alguns desses trabalhos recusados que foram selecionados para alguns salões? Claro, nunca ganhei nenhum prêmio, nem mesmo uma mençãozinha honrosa, foram apenas agradáveis surpresas! Por exemplo, esta aqui que entrou na exposição da Primeira Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro, nem me lembro em qual ano:

Os originais nunca me devolveram, mas a idéia continuou fresca na minha mente claudicante e pude redesenha-la. Mas outras piadas, miseravelmente, não foram aproveitadas em outros salões! Ó vida! Ó dia! Ó azar! Ó dúvida cruel! O que fazer para o jantar?